Kátia Bizzarro - Psicóloga e Psicanalista

CRP: 06/89188 PUC-SP



Kátia Bizzarro
Endereço para acessar este CV: http://lattes.cnpq.br/9626137493200831
Última atualização do currículo em 13/12/2014

Psicóloga pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), em constante estudo da teoria psicanalítica com ênfase em Freud e Lacan através de escolas de Psicanálise Lacaniana. Atendo desde 2008 em clínica para adultos em São Paulo-SP, no bairro do Paraíso. Depois da faculdade me dediquei a frequentar, além das escolas de Psicanálise Lacaniana, grupos de estudos sobre a obra de Martin Heidegger, em especial, a leitura de "Ser e Tempo", bem como alguns cursos sobre a crítica que Michel Foucault fez acerca das formas discursivas. Atualmente foco meus estudos na teoria Lacaniana.


Endereço:


Consultório de Psicanálise.
Alameda Santos, 211
Cerqueira César
01419000 - São Paulo, SP - Brasil
Telefone: 11 94323-1001


Formação acadêmica/titulação:

2002 - 2007
Graduação em Faculdade de Psicologia PUC-SP.
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, PUC/SP, Brasil.
Título: Ilusão e Psicoterapia: Um estudo sobre o campo transferencial.
Orientador: Elisa Maria Uchôa Cintra.


Formação Complementar:

2012 - 2014
Formações Clínicas do Campo Lacaniano.
Fórum do Campo Lacaniano - São paulo.
2012 - 2012
Psicanálise e formações discursivas.
Universidade de São Paulo.
2011 - 2011
Evento: "Sublimação e Poder" Joel Birman. (Carga horária: 3h).
Centro de Estudos Psicanalíticos.
2011 - 2011
Reunião temática: "Folie à deux" Mauro Mendes Dias. (Carga horária: 2h).
Centro de Estudos Psicanalíticos.
2011 - 2011
A Psicanálise das Psicoses NEPPSI. (Carga horária: 48h).
Instituto de Psiquiatria.
2010 - 2011
Curso de Psicanálise Fundamentos de Freud a Lacan. (Carga horária: 128h).
Centro Lacaniano de Investigação da Ansiedade.


Estágios:


Clínica Psicológica Ana Maria Poppovic, CLÍNICA DA PUCSP, Brasil.
2007 - 2008
Vínculo: Colaborador, Enquadramento Funcional: Estágio curricular de Psicologia clínica, Carga horária: 9
Outras informações
Atendimento de adultos, individual, supervisionado nas abordagens: psicanalítica, junguiana e fenomenológico-existencial
como parte da formação de Psicóloga Clínica.
2007 - 2007
Vínculo: Colaborador, Enquadramento Funcional: Estágio extra-curricular, Carga horária: 2
Outras informações
Participação como estagiária de Psicologia clínica, no atendimento tanto do grupo de pais, quanto do grupo de crianças
encaminhadas para a "Clínica da PUC" pelas instituições educacionais com o diagnóstico de hiperatividade. O trabalho
visava produzir o questionamento do diagnóstico e investigar as questões familiares e inerentes ao funcionamento da
instituição educacional que irrompiam nos comportamentos que eram considerados inadequados pela mesma instituição
e resultavam no encaminhamento para a instituição médica e posteriormente, para a instituição psicológica.

2006 - 2006
Vínculo: Colaborador, Enquadramento Funcional: Estágio curricular de Psicologia clínica, Carga horária: 3
Outras informações
Psicodiagnóstico supervisionado na abordagem psicanalítica.

2005 - 2005
Vínculo: Colaborador, Enquadramento Funcional: Estágio curricular de Psicologia clínica, Carga horária: 2
Outras informações
Triagem para colaborar com os encaminhamentos internos e externos à Clínica da PUC-SP, e atualizar as demandas de
atendimento.


Centro de Referência e Treinamento em DST/AIDS do Estado de São Paulo, CRT-DST/AIDS, Brasil.

2006 - 2006
Vínculo: Colaborador, Enquadramento Funcional: Estágio curricular em inst. de saúde., Carga horária: 45
Outras informações
Participação como estagiária no "Grupo de adesão ao tratamento", isto é, um dispositivo de psicoterapia em grupo, com a
finalidade de refletir acerca da resistência à adesão ao tratamento por parte dos pacientes portadores do vírus HIV, e
desenvolver pesquisa no intuito de identificar as dificuldades (emocionais, relativas ao preconceito, financeiras, de
logística de distribuição, etc...) e melhorar o programa de tratamento pensando nos usuários.
Turma da Touca Associação Cult. Recreativa e Social, CEI TOUCA I, Brasil.

2006 - 2006
Vínculo: Colaborador, Enquadramento Funcional: Estágio curricular em inst. educacional, Carga horária: 30
Outras informações
Realizei um trabalho como estagiária de Psicologia, fazendo parte de um estudo longitudinal que já se encontrava em
processo antes, e continuou depois da minha intervenção. Havia uma queixa de falta de motivação por parte das
educadoras, e ao meu trabalho coube investigar o que havia para além da queixa, fazendo um diagnóstico da instituição.
Questões políticas como: a incidência do neoliberalismo sobre o funcionamento das organizações não governamentais -
na época - como suplência da precariedade do serviço oferecido pela prefeitura, afetava as condições de trabalho das
educadoras e a possibilidade delas se especializarem.
Áreas de atuação
1.
Grande área: Ciências Humanas / Área: Psicologia / Subárea: PSICANÁLISE/Especialidade: PSICANÁLISE LACANIANA.


Algumas publicações:



Texto de minha autoria para o Observatório da Imprensa:




Contribuição para matéria na Revista Polishop:





 Kátia Bizzarro - Psicóloga e Psicanalista


CRP: 06/89188 PUC-SP




Consultório: Alameda Santos, 211. Bairro: Paraíso. S. Paulo-SP.



Próximo da Avenida Paulista. Metrô Brigadeiro. Valet no local.



Atendimento com hora marcada.




Entre em contato para agendar a primeira sessão: 11 94323-1001



Neste consultório todas as pessoas são tratadas com dignidade e aceitação.

O compromisso ético da profissão é um direito do paciente: sigilo, apoio emocional, e respeito à individualidade.



Sobre a Psicanálise:
Quem foi Freud, e como tudo começou?
Sigmund Freud (1856 - 1939), médico neurologista de origem judaica, nascido em Príbor, hoje República Tcheca (Europa Central), viveu a maior parte de sua vida em Viena (79 anos), e no fim da vida exilou-se no em Londres com parte da sua família para sobreviver à perseguição nazista, onde permaneceu até a sua morte. Em meados do Século XVIII, foi trabalhar com o psiquiatra Jean-Martin Charcot (1825-1893) no Hospital Salpêtrière, em Paris, onde tudo começou. 

Trabalhando com Charcot, Freud interessou-se particularmente pelo tratamento das paralisias corporais que não tinham uma razão fisiológica. Ao descobrir que há algo no humano que afeta o corpo e independe da razão, e além disso não tem uma relação direta com causas fisiológicas, o criador da Psicanálise deparou-se com aquilo que mais tarde nomeou como 'inconsciente', e intrigou-se a ponto de criar, através de muitas pesquisas empíricas e do seu conhecimento acerca da neurologia: a Psicanálise.
Como o inconsciente se manifesta?
Lembremos de situações cotidianas nas quais agimos de modo contrário ao que esperamos: Querendo falar uma coisa, dizemos outra; Ao sair, percebemos que esquecemos as chaves; Alguém se propõe a fazer dieta, mas percebe-se engordando, comendo ainda mais; Alguém que acaba de ficar noivo, sente-se muito mais atraído por quase todas as pessoas que encontra; Alguém quer urgentemente termirar algo, mas fica adiando... Freud escreveu um texto chamado "Psicopatologia da vida cotidiana" sobre a relação do inconsciente com acontecimentos como estes.
O que aconteceu nestas situações?
Somos seres racionais, só que além disso: somos sujeitos do inconsciente. Razão e inconsciente não são opostos: funcionam paralelamente. Somos divididos subjetivamente. Algumas situações que nos escapam a razão, falham em relação à comunicação, ou falham em relação ao seu objetivo, mas certamente têm uma lógica e "eficácia" inconsciente.
É disso que cuidamos na clínica psicanalítica: nos ocupamos de descobrir a lógica inconsciente que corresponde ao desejo, mas nem sempre à vontade própria. Desejo e vontade não são sinônimos para a Psicanálise. O desejo é aquilo que se destaca da necessidade, e que está para além das demandas.
Mas no que a clínica psicanalítica é diferente de outros tratamentos?
No livro "O nascimento da clínica", Michel Foucault (1926-1984), filósofo francês, escreveu acerca da diferença entre a clínica clássica e a clínica psicanalítica.

Foucault estudou a modificação da clínica clássica: do Séc. XVIII, contexto em que o médico era aquele que olhava, até a clínica psicanalítica, Séc. XIX, quando o médico passou a ser também aquele que escuta, criando uma aliança entre o ver e o dizer como fonte da clareza e do desvelamento das afecções psíquicas.

Esta mudança de paradigma faz do paciente um sujeito ativo no seu tratamento, pois desloca o saber sobre a terapêutica: de quem trata para quem é tratado.


Podemos localizar essa mudança de paradigma no livro: "A interpretação dos sonhos", de Freud. Neste livro, o pai da Psicanálise discorre sobre como os sonhos eram analisados na antiguidade sem necessariamente tratar-se de uma análise científica. Naquele contexto, sonhos eram considerados "premonições". Ainda hoje encontramos catálogos com elementos de sonhos em forma de verbete, ao lado do que supostamente significariam.
Com o paradigma psicanalítico proposto por Freud, o que consideramos na análise de um sonho é o texto do sonho, o modo que ele é contado pelo paciente. Numa análise não trabalhamos somente com relatos de sonhos, mas trabalhamos com as palavras dos pacientes: esquecimentos, lapsos de linguagem, ditos cômicos, atos falhos - num contexto de análise funcionam como material a ser trabalhado psicanaliticamente.

Os diagnósticos médicos, por exemplo, fazem parte da clínica clássica, são conservados em latim, pois latim é uma "língua morta", e com isso não há dimensão subjetiva no significado de uma doença psicossomática para quem está doente: uma "língua morta" mantém o estado entre o significante (palavra) e o significado. Consequentemente não há uma escuta psicanalítica possível na clínica médica do que uma doença pode significar para quem está doente, portanto não há espaço para a interpretação das doenças psicossomáticas (por exemplo: gastrite por causa emocional, e não bacteriana, nem por lesão anatômica), há no máximo um diagnóstico e uma terapêutica medicamentosa.

Para que uma prática seja considerada clínica, de um ponto de vista clássico, ela tem que atender a quatro elementos:

-Semiologia - Campo semântico pertencente a um sistema de conhecimento, por exemplo, o campo semântico da psicanálise inclui conceitos como: inconsciente, repressão, negação...
-Diagnóstica - Reconhecimento acerca das características de um quadro clínico;
-Terapêutica - Na psicanálise, por exemplo, a direção de um tratamento e não de um sujeito;
-Etiologia: o estudo das causas.

Por exemplo, a astrologia não é uma prática clínica, pois não há nela uma terapêutica.

Diferentemente da clínica clássica, a Psicanálise é a clínica da singularidade.

A psicanálise abre espaço para uma nova interpretação: um mesmo significante (a palavra gastrite, referente ao exemplo acima) pode ter um significado que pode ser desvelado, escutando o que um paciente tem a dizer sobre isso, e pode ter outro significado para outro paciente. Não dá para generalizar que todas as gastrites são bacterianas, e tão pouco que todas as gastrites "nervosas" são causadas por estresse: é preciso escutar cada sujeito. O que muda neste paradigma é que temos um referente, um sujeito que pode falar sobre o que está sentindo.

Se Freud foi o pai da Psicanálise, o psicanalista parisiense contemporâneo Jacques-Marie Émile Lacan(1901-1981), tratou de revisar a obra de Freud, e fazer as analogias necessárias para que a Psicanálise pudesse ser transmitida, fiel ao que ela se propõe: o tratamento por meio das palavras do próprio paciente. Lacan evidenciou ainda mais a descoberta de Freud: de que há um descentramento no humano. Na psicanálise o sujeito é quem dá o significado a partir do seu discurso, e o sujeito não coincide com o eu do paciente, o sujeito é sujeito do inconsciente. A clínica psicanalítica cria condições para escutarmos o discurso do inconsciente, que acontece enquanto o paciente fala. Fala e discurso não são sinônimos para a Psicanálise. 

O significado que um paciente dá para o seu mal estar é singular, e paradoxalmente, muda ao longo da análise: a representação, ou seja, o significado atribuído a uma determinada experiência, muda à medida que o paciente conta o acontecido.

A clínica psicanalítica cuida do significado particular que existe num diagnóstico universal: cada um sente, pensa, e representa de um modo muito singular pois cada pessoa tem uma história e uma filiação, e a vive de um modo único. Muitas vezes observamos irmãos que são filhos do mesmo pai e mãe, e que se relacionam com os pais de maneira completamente diferente, pois cada um nasceu num contexto diferente, e subjetiva a própria história singularmente. A Psicanálise é a clínica da subjetividade.

Referências Bibliográficas:

FOUCAULT, Michel (1963). O Nascimento da Clínica.

FREUD, S. (1900), A Interpretação dos Sonhos.

FREUD, S. (1901), Psicopatologia da Vida Cotidiana.

LACAN, J. (1960), Subversão do sujeito e dialética do desejo no inconsciente freudiano, in Escritos. 






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Consultório: Alameda Santos, 211. Bairro: Paraíso. S. Paulo-SP.

Próximo da Avenida Paulista. Metrô Brigadeiro. Valet no local.

Atendimento com hora marcada.


Entre em contato para agendar a primeira sessão: 11 94323-1001


Neste consultório todas as pessoas são tratadas com dignidade e aceitação.

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 Kátia Bizzarro - Psicóloga e Psicanalista

CRP: 06/89188 PUC-SP


Dentro de nós existem recursos para lidar com todas as situações.

A análise ajuda a acessar estes recursos, e integrá-los à consciência.

Atendimento Psicanalítico:
Este consultório oferece atendimento psicanalítico individual, para adultos. 

A psicóloga e psicanalista Kátia Bizzarro atende desde 2008 no bairro do Paraíso, em São Paulo, com a missão de acolher quem deseja analisar-se: 
ser escutado a fim de lidar com o sofrimento, e resolver gradualmente a questão que motivou a procura por tratamento.

A clínica psicanalítica tem como foco a singularidade. O atendimento é personalizado. Sessão a sessão, a psicanálise possibilita que o paciente elabore a própria condição, e gradualmente construa um saber libertador sobre o que se queixa.

A psicóloga e psicanalista Kátia Bizzarro é uma profissional graduada na Faculdade de Psicologia da PUC-SP, que continua em constante estudo da teoria psicanalítica através de institutos de formação em Psicanálise Lacaniana, palestras e grupos de estudo. 




Entre em contato para marcar a primeira sessão: 11 94323-1001. Seja bem-vindo.


A primeira sessão será uma conversa sobre: 
  • O que o levou a procurar tratamento;
  • E como funciona o tratamento.

Funcionamento do consultório:
Atendimentos de Segunda à Sexta, inclusive fora do horário comercial.

A análise é um processo que consiste em sessões semanais que realizar-se-ão em data e hora a serem combinados (por exemplo: às Quintas às 13:00). A frequência semanal é importante para fazer advir o efeito do tratamento.

Detalhes necessários ao funcionamento como: horário e preço - serão combinados durante a primeira sessão.

Agende a primeira sessão por telefone:11 94323-1001. 

Sobre o tratamento:
Análise é um tratamento que possibilita decifrar questões que encontram-se cifradas, sentidas pelas pessoas na forma de crise, ou mal-estar: 
Seja físico, através daquilo que se convencionou chamar de fenômenos psicossomáticos; 
Seja psíquico, quando o sofrimento manifesta-se através dos pensamentos; 
E até mesmo quando há dificuldade de lidar com os próprios atos que são contrários àquilo que a pessoa espera de si, ou os outros esperam dela.

Há questões emocionais que incomodam, e que se repetem. A configuração destas questões é muito singular: tem a ver com a história de cada um. Cada pessoa sente de maneira muito particular aquilo que a acomete. Por essa peculiaridade, é fundamental falar sobre o sofrimento. Mais adiante entenderemos o que a fala tem a ver com o tratamento, mas posso adiantar que através da construção de uma narrativa sobre o sofrimento é possível transformar algo dessa condição a cada sessão.

A análise é um processo que apresenta descobertas a cada sessão, com resultados duradouros. Não é possível fazer uma previsão taxativa de resultados, pois cada um traz uma questão e aquilo que levou uma vida para se constituir como um sofrimento não pode ser imediatamente transformado mas, por meio da construção de uma história falada pelo paciente, é possível dizer mais do que pretendia, e através disso: escutar o que há encoberto no sofrimento, desvelar, e resolver a cada sessão.

Na análise falamos sobre o mal-estar: aquilo que inicialmente é descrito como uma condição a qual a pessoa encontra-se "destinada". 
Através das descobertas que a análise promove, a própria pessoa percebe que a dificuldade tratava-se da manifestação de conflitos inconscientes, e da reatualização de situações passadas e afastadas da consciência, porém, não totalmente esquecidas.

O mal-estar pode se manifestar como: luto, situações de crise que se repetem, perplexidade decorrente de ocorrências traumáticas, sentimentos e sensações físicas desagradáveis (pânico, depressão, timidez, angústia, fobias, compulsões, estresse, agressividade, ciúmes, procrastinação), adoecimento corporal (impotência sexual, transtornos alimentares, abuso de drogas), problemas amorosos, familiares, financeiros, no trabalho, repetição de padrões problemáticos nos relacionamentos...


Mal-estar é a manifestação de um conflito que funciona enquanto mantém inconsciente um significado considerado desagradável pela consciência através de mecanismos de defesa psíquicos do eu. Repressão e negação de conteúdos são mecanismos comuns, mas que requerem um dispêndio de energia para manterem-se atuantes, separando o afeto da respectiva representação. Faz-se necessário o reconhecimento de uma parte de nós que funciona à nossa revelia, o inconsciente, que é estruturado como uma linguagem, pois é através da decifração das formações do inconsciente que afeto e representação podem se reunir tornando aquilo que estava inconsciente disponível para ser melhor elaborado.

As pessoas invariavelmente iniciam a análise se queixando da vida ou dos outros. Chegam como vítimas: do "destino", de uma "sina" familiar, dos acontecimentos, ou das ações de outras pessoas - de algo alheio, que sentem que não podem fazer nada para controlar, mas querem mudar. 
Com a análise o paciente percebe a sua participação naquilo que o faz sofrer, e também no que o faz melhorar. Para que a pessoa viva de uma maneira considerada melhor por ela mesma, precisa saber como participa inconscientemente do que se queixa. Muitos pacientes se surpreendem com essa descoberta, que gera resoluções e melhorias em todas as dimensões da sua existência.



Para que isso aconteça, é desejável que durante a sessão o paciente fale o mais livremente possível, sobre tudo o que vier à mente, sem selecionar o conteúdo, mesmo que algo pareça não ter nada a ver com o assunto que está sendo tratado, ou com a questão que o levou a procurar analisar-se. A "associação livre", é uma método descoberto por S. Freud (Fundador da Psicanálise - leia mais abaixo), no início do Séc. XIX: essa regra fundamental da Psicanálise é utilizada até hoje pois possibilita o acesso aos conteúdos inconscientes, e a consequente elaboração destes conteúdos. 
A Psicanálise é mundialmente reconhecida e cada vez mais pesquisada.
Não há tecnologia mais avançada do que a fala humana. Já havia percebido isso?
Sobre a Psicanálise:


 Kátia Bizzarro - Psicóloga e Psicanalista


CRP: 06/89188 PUC-SP




Consultório: Alameda Santos, 211. Bairro: Paraíso. S. Paulo-SP.



Próximo da Avenida Paulista. Metrô Brigadeiro. Valet no local.



Atendimento com hora marcada.





Entre em contato para agendar a primeira sessão: 11 94323-1001




Neste consultório todas as pessoas são tratadas com dignidade e aceitação.

O compromisso ético da profissão é um direito do paciente: sigilo, apoio emocional, e respeito à individualidade.

Muito além da moral: o prejuízo do envolvimento entre analista e paciente, pode privar o paciente da experiência analítica.



Entre aquilo que se escreve e o que é lido por outra pessoa, existe uma intransponível distância. A linguagem comunica e abre espaço para o equívoco que lhe é inerente. Uma mesma palavra guarda muitos significados. Já perguntava a palavra ao poeta Drummond, em “Procura da poesia”: “Tens a chave?”.

Apesar disso, há questões instigantes que requerem o uso da escrita.

Andei refletindo acerca de uma questão ética, no seu sentido filosófico que é, muito resumidamente, pensar sobre algo que está instituído: haveria possibilidade de análise sem o sigilo, e sem que o analista se proponha a manter o compromisso ético da profissão, de não se envolver sexualmente com o paciente, seja ele seu paciente, ou um caso clínico que está sendo por ele supervisionado?

Podemos encontrar filmes e seriados que têm abordado o tema do envolvimento sexual do analista com o paciente. Alguns mais recentes e brilhantes como: “Sessão de terapia” com direção de Selton Mello, e “Um método perigoso” de David Cronernberg.  Ainda hoje a possibilidade de um analista sucumbir (ou seria melhor dizer: se aproveitar da posição de poder que ocupa?) no fazer alienado de devolver a transferência erótica do paciente, não sob forma de interpretação, mas na forma de abuso é tema de debate.

É curioso, se não sintomático, que com a liberdade sexual que temos hoje, alguns profissionais optem por manter com seus pacientes uma relação que desde os primórdios da Psicanálise é prevista e criticada por Freud.

Freud alertava para que os psicanalistas vivessem plenamente a sua vida sexual para que isso não interferisse no posicionamento, como analistas, frente aos seus pacientes. Alertava para que fizessem análise e supervisão, e que se fosse preciso, encaminhassem os seus pacientes para outros analistas na impossibilidade de lidar com alguma questão.

Não se trata de uma questão de moralismo, mas de preservar a integridade da experiência das pessoas que procuram análise como alternativa à repetição que as faz sofrer.

Ora, é sabido que: se uma demanda inicial de tratamento analítico nunca é o real motivo pelo qual o paciente precisa de ajuda para vir a saber fazer algo com o seu sofrimento, tão pouco é pelo analista que o paciente sente o que pensa que sente, e caberia ao analista analisar, verbo que parece redundante na frase, mas nada melhor do que uma redundância para reafirmar a posição que se espera de um analista frente à uma demanda de tratamento.

Penso que um posicionamento como esse é, no mínimo, anacrônico.

Há quem defenda publicamente que o envolvimento de Jung com Sabina Spielrein, foi para ela a oportunidade de viver as suas fantasias eróticas promovendo a melhora do quadro clínico da paciente. Numa época machista como aquela, Séc. XIX, em que sabemos que o acesso da mulher às universidades e até às bibliotecas eram restritos, poderíamos até entender a relação de Jung com sua paciente como uma via de realização intelectual para ela. Para termos uma idéia das circunstâncias da época: O filme “As horas” de Stephen Daldry, inspirado no livro de mesmo nome escrito por Michael Cunningham,  mostra como Virginia Woolf foi, mais do que doente mental, vítima do seu tempo. Quem quiser, pode ler "Um teto todo seu" que é um livro em que podemos ter uma idéia do que, para alguém inteligente como Virginia Woolf, significou ser uma mulher naquela época.

Nos dias de hoje, com toda liberdade que conquistamos, fica difícil considerar que uma relação do mesmo tipo seja benéfica para o paciente. Tudo o que o paciente precisa é analisar a fantasia que constrói durante a análise para lidar com esta fantasia, de modo protegido, com a ajuda do analista. Tornar-se objeto de gozo do analista, como foi o caso de Sabina, dificilmente abre possibilidades para que outro tipo de relação possa ser estabelecida com outras pessoas fora na análise, lembrando que a vida acontece fora do consultório, e uma boa análise deve proporcionar uma abertura existencial espaço-temporal, e em termos de criatividade nas relações interpessoais que poderão ser construídas a partir de então. Sem falar na questão do analista, pois não sejamos ingênuos ao pensar que a repetição se dá somente do lado do paciente: um analista que não se posiciona como tal frente a um paciente, repete isso com vários outros, e perde a oportunidade de se questionar acerca do seu desejo, preso que está na atuação da sua fantasia. 

Para um paciente além do prejuízo emocional de ser vítima da prática abusiva, fica a dificuldade de estabelecer uma relação analítica futura, o que pode representar prejuízo em termos da experiência que o paciente poderia ter construído, e foi privado, pelo mal posicionamento do analista.

Há quem argumente usando a ética do desejo como mote para atuações abusivas. Quem precisa desse tipo de argumento para fundamentar a sua atuação com o paciente precisa rever o que entende por posição de analista.

Kátia Bizzarro. katiabizzarro@live.com

A poética origem da palavra análise dita por Heidegger nos "Seminários de Zollikon" em 1930.

Heidegger questionou-se sobre a origem da palavra análise: pesquisou o por quê de Freud ter escolhido esta palavra para descrever o fazer analítico e diferenciá-lo do fazer médico no final do Séc. XVIII.

Segundo Heidegger, a palavra grega análise apareceu pela primeira vez escrita na "Odisséia" de Homero.

Ulisses passou anos fora ocupando-se de sua epopéia. Ao ser solicitado a Penélope, sua esposa, que escolhesse um outro homem para ocupar o lugar de Ulisses, já que depois de tantos anos ausente ele poderia estar morto, ela promete eleger um dos pretendentes, na condição de poder terminar a tecitura do manto que se colocou a confeccionar. Acontece que para manter-se fiel a Ulisses, de dia ela tecia o manto, e à noite ela "analisava" o manto, desfazia a trama.

Análise em grego ainda pode querer dizer: libertar, tirar as algemas dos escravos... Isso pode significar libertar-se da tecitura dos próprios encobrimentos.

É claro que Heidegger pode ter se enganado acerca da intencionalidade de Freud, somente Freud poderia dizê-la, mas é uma definição muito poética da palavra análise.